Glossário Financeiro

Qual é a diferença entre Mobile e Internet Banking? Ou qual o significado de Blockchain e DevOps? Para sua conveniência, reunimos aqui uma breve descrição dos termos mais importantes do mundo das finanças, de regulamentos, instituições e leis.

Para mais informações, questões específicas, comentários ou sugestões estamos à sua disposição!

A inovação rápida e continua é uma necessidade indispensável às instituições financeiras nos dias de hoje. O ciclo de gerar, desfazer e remodelar soluções deve ser incorporado à cultura de toda a organização. A agilidade necessária para maximizar a velocidade de entrega de novos produtos e serviços, partindo de uma ideia inicial até a entrega da solução final para o cliente, é a chave para o sucesso da transformação digital. O Agile Banking fornece um novo caminho para competir com as FinTechs e os grandes players de internet, que vêm adentrando o mundo bancário. É uma combinação de metodologia, uma nova abordagem de arquitetura de TI e DevOps.

(http://www.gft.com/de/de/index/discovery/thought-leadership/agile-banking.html)

O Comitê de Supervisão Bancária da Basileia (BCBS) apresentou extensas normas regulamentares relativas à arquitetura de TI, gerenciamento de dados e relatórios de risco em instituições financeiras sob o nome BCBS 239 (Basel Committee on Banking Supervision).

O Banco Central Europeu (BCE) é o banco central da moeda europeia. Seus principais objetivos são assegurar a estabilidade dos preços do euro, gerenciar as reservas monetárias dos Países membros e prestar importantes serviços de assessoria.

Esta moeda virtual é emitida via internet, através de sua própria rede, que é basicamente a comunidade global do Bitcoin. São usadas tecnologias de criptografia especialmente desenvolvidas para evitar o gasto duplo ou múltiplo de unidades desta moeda virtual. Não há um escritório central para gerenciar a moeda, como é o caso do sistema bancário convencional, ou seja, as transações realizadas com essas criptomoedas (moeda cujas operações são protegidas com criptografia) são realizadas sem o intermédio de uma instituição financeira ou banco.

Um tipo de extrato bancário ou livro-razão que registra em ordem cronológica todas as transações que ocorrem na rede (ex. dentro da rede Bitcoin). Ele registra todas as atividades e as armazena de forma descentralizada em vários computadores diferentes, o que impede que haja gasto duplo, por exemplo. Como a tradução do nome sugere, Blockchain é uma cadeia de blocos. Nos blocos estão agrupadas as últimas transações da rede - informações de transações, a referência do bloco imediatamente anterior e a solução de proof-of-work (prova de trabalho), necessária para o bloco ser aceito como válido pelos demais participantes da rede. Em outras palavras, essa cadeia de blocos, ou blockchain, é um sistema de registros que garante a segurança das operações realizadas por criptomoedas – as Bitcoins. A tecnologia Blockchain poderia potencialmente acelerar os processos em bancos de rua e reduzir custos no futuro.

Conformidade regulatória na indústria financeira tem como objetivo assegurar a transparência e a proteção do mercado. Assim, as instituições do setor possuem uma responsabilidade regulatória, devendo seguir normativas, práticas da indústria e  cumprir com as leis e regulamentos criados por agências reguladoras pertinentes. Isto se aplica principalmente para monitoramento das práticas da indústria financeira, algo importante desde a crise financeira de 2007/2008.

Os clientes podem entrar em contato com o seu banco através de todos os canais disponíveis para realizar transações - desde as agências físicas a e-mails e bate-papos on-line, até mesmo ao vivo com consultores em redes sociais.

 

Nesta cultura de trabalho, as equipes de desenvolvimento de software e de operações de TI colaboram de forma alinhada, dentro de práticas e políticas que conduzem à melhoria da qualidade e de entrega, ao combinar conhecimentos de desenvolvimento, testes, implantação e operação. Esta colaboração cria sinergias valiosas, uma vez que novos desenvolvimentos impactam diretamente nas operações de negócios. Conforme os processos tornam-se alinhados, software e serviços podem ser disponibilizados muito mais rapidamente, o que significa aumento de produtividade, time-to-market e redução de custos.

No ‘digital banking’, o cliente é colocado no coração do processo. A experiência bancária digital inclui atividades bancárias realizadas on-line, via e-mail, vídeo, mensagens de texto (por exemplo, WhatsApp) ou até mesmo pelas mídias sociais (por exemplo, Facebook) - a qualquer hora, em qualquer lugar. Na era da internet, as pessoas querem gerir suas finanças - quando bem entenderem, não quando for conveniente para seu banco. Independentemente do canal escolhido, os usuários querem uma a experiência tranquila e de primeira classe ao gerenciar suas finanças.

Os bancos precisam acompanhar o ritmo da transformação digital e adaptar seus modelos de negócios de acordo com as necessidades existentes, a fim de atrair clientes relevantes e conquistar a lealdade do cliente, maximizando o potencial de sua quota em um mercado cada vez mais competitivo. Marcos importantes na trajetória de um banco digital incluem: pagamentos móveis, tomada de decisões em tempo real, plataformas digitais, automação de processos, gerenciamento de identidade, gerenciamento de finanças pessoais e, por último mas não menos importante, redes de parceria com os clientes.

Uma abreviação de Financial (finanças) Technology (tecnologia), um termo-chave para a evolução digital na indústria financeira. FinTechs introduzem novos conceitos financeiros para o mercado e, muitas vezes, antes mesmo dos bancos. As FinTechs são consideradas tanto parceiras importantes como possíveis ameaças para bancos tradicionais, porque elas estabelecem processos e ferramentas que facilitam o acesso a diversos serviços financeiros, oferecendo conveniência por meio da inovação digital.

Sistemas de TI e seus processos relacionados precisam aderir aos padrões comumente aceitos, que são definidos por normas estabelecidas pela Organização Internacional de Normalização (Organization for Standardization - ISO) e pela Comissão Eletrotécnica Internacional (International Electrotechnical Commission - IEC).

Diretiva de Mercados de Instrumentos Financeiros (Markets in Financial Instruments Directive - MiFID) é uma diretriz da UE para unificar os mercados financeiros. A MiFID também se destina a criar uma maior transparência para produtos financeiros e melhorar a proteção dos investidores.

O uso de dispositivos móveis, como smartphones, tablets ou tecnologias portáteis para acessar os serviços financeiros - seja por meio de um aplicativo ou um navegador web.

Mobile payments ou pagamentos móveis

A opção de pagamento por dispositivos móveis, seja uma transferência monetária de um smartphone para outro smartphones (peer-to-peer) ou utilizando NFC, tecnologia de comunicação por proximidade (near field communication - NFC), ao realizar compras ou jantar fora. Até mesmo pagamentos  person-to-business (P2B) são esperados.

Near Field Communication (NFC) é um padrão de comunicação sem fio que funciona a curta distância. A tecnologia NFC é utilizada principalmente para opções de pagamento móvel (mobile payments), controles de acesso e sistemas de ingressos sem papel.

Os clientes podem entrar em contato com o seu banco através de todos os canais disponíveis para acessar diversos serviços financeiros - desde as agências físicas a e-mails e bate-papos on-line, até mesmo ao vivo com consultores em redes sociais. O banco, a partir das informações dos diferentes canais, poderá analisar tais informações e construir uma imagem mais detalhada e precisa das preferências e comportamento de seu cliente, além de estar mais acessível e próximo de suas expectativas.

Realização de diversas transações financeiras on-line através de uma página segura de banco. Este serviço oferece comodidade ao possibilitar que clientes e usuários utilizem os serviços do banco fora do horário de atendimento, de qualquer lugar onde haja acesso à Internet, por meio de PC, tablet ou smartphone.

Pagamentos on-line

Serviços e soluções para a realização de pagamentos na internet - por exemplo, PayPal ou PayDirect.

O padrão de segurança de dados da Indústria de cartões de pagamento (Payment Card Industry Data Security Standard - PCI-DSS) é uma política que visa a segurança e integridade dos dados dos titulares do cartão.

O conjunto de requisitos do PCI DSS se aplica a todas as entidades envolvidas nos processos de pagamento do cartão, desde o processamento, armazenamento ou transmição das informações de cartão de crédito.

 

Pagementos P2P (Peer-to-Peer Payment)

A transferência direta de dinheiro entre usuários (pessoas físicas) via smartphones; por exemplo, entre amigos e familiares.

Uma solução de pagamento eletrônico. O destinatário tem acesso imediato ao valor especificado, tão logo que for liberado. No momento, uma norma da UE para pagamentos instantâneos está sendo deliberada

TAN (transaction authentication number) é um tipo de senha de uso único utilizada para autenticação de transações bancárias on-line (além das senhas tradicionais)

mTAN (Mobile TAN ) – envio de senha de uso único por SMS para o celular ou smartphone do correntista.

pushTAN – o número de autenticação é gerado através de um aplicativo protegido por senha, o TAN será exibido na tela do smartphone ou tablet.

photoTAN - os clientes recebem do banco uma imagem criptografada (um tipo de QR Code) que deve ser lida através de um aplicativo. Após a leitura da imagem, um número de autenticação é exibido na tela do smartphone ou no dispositivo fornecido pelo próprio banco.

chip ou sm@rtTAN – o cartão precisar ser inserido em um leitor de cartão (chipTAN generator) e o dispositivo irá fornecer o código de segurança necessário para a transação.

A diretiva de serviços de pagamento da UE (PSD) tem a intenção de tornar o pagamento internacional entre os países membros da UE algo fácil, eficiente e seguro, tal qual como ocorre nas transações nacionais. A diretiva de serviços de pagamento revisado 2 (PSD 2 / PSD II) abre o mercado para outros prestadores de serviços de pagamento (não apenas bancos), a fim de promover a concorrência.

Também conhecido no Brasil como Financiamento Coletivo, o crowdfunding é uma maneira de arrecadar fundos para financiar projetos através da internet. Neste modelo, indivíduos ou empresas (e não bancos) podem financiar projetos e iniciativas de interesse coletivo. Outros tipos de financiamentos colaborativos incluem

  • crowdinvesting (investimento colaborativo): troca de capital por ações ou quotas;
  • crowdlending (empréstimo colaborativo): crédito para pessoas físicas e PME;
  • crowdsupporting (suporte colaborativo): intercâmbio de capital para bens ou serviços.

O Área Única de Pagamentos em Euros (Single Euro Payments Area - SEPA) é definido por uma política uniforme da UE para os pagamentos efetuados na zona do euro. Isso se estende para incluir a Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, membros da Associação Europeia de Comércio Livre, além de Mônaco e San Marino. Os únicos requisitos para realizar transferências bancárias são um IBAN (número de conta bancária internacional) e um BIC (código de identificação bancária).

 

Social banking costumava se referir à sustainable banking (banking sustentável). A expressão evoluiu e hoje também abrange as atividades bancárias realizadas através de canais de redes sociais ou empréstimos sociais, como empréstimos peer-to-peer (P2P).

Social banking oferece serviços sociais bancários a indivíduos e organizações que criam benefícios sociais, ambientais ou de sustentabilidade, envolvendo os usuários no desenvolvimento de produtos bancários e beneficiando-se das experiências das comunidades de outros clientes. Isso coloca pressão sobre os bancos convencionais para avançar com a digitalização.

Meio pelo qual os funcionários do banco entram em contato com os clientes, diretamente através de uma tela de TV usando o recurso de vídeo chat. Pode ser ideal caso um cliente queira cuidar de suas transações bancárias no conforto da sua casa.