Inteligência artificial, blockchain, Internet das Coisas e Ciência de Dados são termos que estão no dia do dia dos profissionais de TI e que ganham cada vez mais relevância na realidade das pessoas de uma forma ou de outra.

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Todos querem entender o potencial de impacto que as tecnologias exponenciais trazem ao ambiente de negócios, quais as oportunidades e os desafios de implementação frente ao cenário em que as companhias buscam encontrar caminhos para a disrupção e entregas cada vez mais qualificadas aos seus clientes e consumidores.

 

Nesse contexto, o 11º GFT User Group | Digital Transformation levou ao palco “Novos Modelos de Negócio”, painel mediado por Sergio Favarin, diretor executivo da GFT. O painel reuniu profissionais de instituições líderes de mercado como Marcos Couto, presidente da Alper Seguros, Fabio Felizatti, diretor de TI do Serasa Experian, Roberto Hengist, executivo de TI do Banco Votorantim, Jairo Avritchir, superintendente de TI da Portocred, e Carlos Mattos, diretor de Tecnologia & Inovação da GFT para trazerem suas experiências e pontos de vista sobre o assunto.

 

 

Experiência qualificada

 

Para os profissionais, a experiência de conteúdo será cada vez mais potencializada a partir da expansão dessas novas tecnologias, que demandam hoje ainda muita pesquisa e estudos. Os novos negócios caminhos nesse sentido, oferecendo soluções mais relevantes, entregas mais qualificadas e atentas aos desejos e anseios dos consumidores. Isso acontecerá em todo o ecossistema de negócios, desde o sistema financeiro, ao oferecer praticidade e agilidade nos processos, até os vídeos que consumimos sob demanda.

 

Na linha de aprimoramento de experiência, há até quem acredite que em algum momento será possível que um consumidor pegue um empréstimo só precisando para isso enviar uma foto como “comprovante”. Será um caminho longo, vale dizer, mas é esperar para ver. Para chegar a esse “futuro”, big data e analytics serão essenciais no processo evolutivo.

 

Game changers

 

Entre os movimentos que estão acontecendo no mercado financeiro, por exemplo, os executivos falaram sobre a expectativa com a adoção de modelos como o Open Banking – que também mereceu painel exclusivo no evento – e pagamentos instantâneos, previstos para regulação pelo Banco Central brasileiro no ano que vem. Para eles, são “game changers”.  

 

Para comparação, citaram a China, um mercado que não para de crescer a partir do intenso investimento nas tecnologias exponenciais. O país asiático adotou o modelo de pagamentos instantâneos, um case de sucesso e de expansão contínua, especialmente com o uso por QR Code, um formato que é a principal aposta do mercado.

 

Para o Brasil, estimam os profissionais, esse modelo de negócio tem o potencial de se desenvolver rapidamente, considerando que culturalmente o país faz a adoção rápida de novas tecnologias.

 

Físico e digital

 

Outros modelos de negócios que sobressaíram ao longo do painel foram os relacionados à Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês para Internet of Things). Entre os painelistas, a compreensão é a de que a solução passou por fases distintas no país e que agora começa a reconquistar espaço. Antes, não se tinha uma compreensão clara do uso. Hoje, porém, há um alinhamento de que a utilização deve ocorrer à medida que os processos amadurecem.

 

Com sensores em todos os aparelhos e soluções, juntar o físico e o digital em grande escala é uma questão de tempo. A indústria 4.0 está aí para provar isso. Segundo os executivos, existem muitas oportunidades nesse mercado e essas tecnologias devem se destacar nos próximos anos.