O Open Banking é um tema que conquista cada vez mais força no mercado brasileiro, com a previsão de regulação pelo Banco Central no próximo ano. Em clima de expectativa, alguns players já começam a fazer implementação e desenvolver soluções para sair na frente dos concorrentes, sugerindo uma nova maneira de lidar com os dados dos consumidores. A 11ª edição do GFT User Group | Digital Transformation teve um painel exclusivo sobre Open Banking e Insurance, mediado por Alessandro Buonopane, diretor executivo da GFT Brasil, que contou com a participação de especialistas dos nossos parceiros Banco Votorantim, B3, Serasa Experian, Santander e IBM.

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A preparação para um ambiente sem fronteiras

 

Investir na infraestrutura necessária para estar cada vez mais dentro dos parâmetros de Open Banking, com Software as a Service (SaaS) altamente eficaz, por exemplo, foi o ponto inicial da conversa e o primeiro em que os nossos painelistas entraram em acordo. Já existem países que adotaram a ferramenta e esse foi um dos ganchos que nos levou a refletir sobre os modelos de sucesso de sua utilização, incluindo a integração entre fintechs, bancos tradicionais e novos players financeiros.

 

Como estamos em um universo cada vez mais digital, com inúmeras transações feitas online, foi colocada em pauta a necessidade de agregar valor a produtos e serviços, tornando o acompanhamento das tendências fundamental para a implementação das estratégias de negócios, indo além das fronteiras tradicionais que conhecemos.

 

Como ficam as questões relacionadas à segurança de dados?

 

Nesse contexto de ultrapassar barreiras, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi um tema bastante discutido pelos convidados. Ele chegaram à conclusão de que o principal desafio para uma prática completa de Open Banking é entender o ecossistema, priorizando a segurança dos dados para, só então, chegar nas APIs abertas.

 

Open Banking é uma grande oportunidade de personalizar soluções de acordo com as necessidades das pessoas, mas carrega consigo uma grande questão relacionada ao recebimento e a utilização de dados. E não só para as startups, que aparentemente não saberiam manejar corretamente essas informações por serem empresas jovens demais, mas também seria um grande desafio para os bancos tradicionais: será que todos esses players estariam prontos para receber esse tipo de informação dos consumidores?

 

Não só de bancos e instituições financeiras vive o Open Banking

 

Nossos especialistas pontuaram, por fim, que existe uma variedade muito grande de mercados em que o Open Banking pode ser utilizado. É por isso que, além de focar em agentes financeiros, falou-se amplamente de setores como o de telecomunicações, seguros e varejo, balanceando a quantidade de dados que costumam receber e utilizar.

 

Novamente, prezando pela experiência dos clientes, é possível criar uma experiência mais conectada com o perfil de cada consumidor, gerando uma atração. Construir estratégias que fidelizem os clientes a longo prazo, oferecendo qualidade no que é entregue, sem infringir a regulamentação que está por vir, é o princípio da tecnologia em questão.