05 de junho de 2026

Brasil lidera adoção de IA Agêntica, mas 87% das empresas ainda estão atrás

O Brasil lidera a adoção global de IA Agêntica, com 18% das empresas já integrando agentes de inteligência artificial em seus fluxos de trabalho, acima da média mundial de 13%. Os dados fazem parte do relatório Tech Trends 2026 LATAM, da GFT Technologies, que analisa as principais tendências tecnológicas que devem moldar os negócios nos próximos anos. O estudo aponta que a IA Agêntica, a Living Intelligence, as operações nativas de agentes, a cibersegurança impulsionada por IA e a criptografia pós-quântica estão redefinindo a competitividade empresarial. Apesar da liderança brasileira, o relatório alerta que a maior oportunidade está nas organizações capazes de transformar experimentação em operações escaláveis, modernizar sistemas legados e preparar pessoas e processos para a nova era da inteligência artificial.

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São Paulo, 5 de junho de 2026 – Apenas 13% das empresas ao redor do mundo integraram agentes de Inteligência Artificial (IA) em seus fluxos de trabalho – e o Brasil, com 18% de adoção, lidera esse ranking acima da média global, segundo levantamento da Boston Consulting Group (BCG). Os dados fazem parte do relatório Tech Trends 2026 LATAM, produzido pelo Global Technology Office – Technology Observatory da GFT Technologies, pioneira global em soluções de IA e transformação digital.

A conclusão é clara: a janela de oportunidade está aberta, mas a vantagem competitiva pertencerá àqueles que agirem agora. No caso brasileiro, o índice global acima da média sinaliza uma maturidade relativa maior em comparação com outros mercados. O relatório destaca que a fase atual marca a transição de projetos-piloto para soluções empresariais escaláveis, orientadas a resultados mensuráveis. Além disso, as conclusões reforçam a crescente importância da modernização da IA ​​como requisito fundamental, visto que as organizações precisam cada vez mais evoluir seus sistemas e arquiteturas legados para se tornarem verdadeiramente preparadas para a IA.

“O Brasil assumiu a liderança. Mas liderar na adoção não significa automaticamente liderar a transformação. A vantagem competitiva pertencerá às organizações que souberem combinar IA Agente com redesenho de processos reais e verdadeiro empoderamento das pessoas”, avalia Jonatas Leandro, Head of Global Business Development Platform LATAM da GFT Technologies.

A IA Agêntica – sistemas capazes de agir de forma autônoma para atingir objetivos complexos, sem intervenção humana contínua – representa a principal disrupção tecnológica mapeada pelo relatório. Ao contrário das ferramentas de IA Generativa já difundidas, que respondem a prompts, agentes de IA planejam, decidem e executam.

A evolução do ecossistema, incluindo assistentes de codificação autônomos, o Protocolo de Contexto de Modelo (MCP) e os Kits de Desenvolvimento de Agentes (ADK), está acelerando essa transição de projetos-piloto experimentais para soluções empresariais escaláveis. A GFT, com sua plataforma de IA Agêntica Wynxx, está na vanguarda desse movimento, oferecendo às organizações a infraestrutura necessária para orquestrar agentes de IA em processos de negócios críticos.

IA além das telas: Inteligência viva e robótica inteligente

O relatório identifica a convergência entre IA, sensores avançados e biotecnologia como o próximo ciclo de inovação exponencial, batizado de Living Intelligence. Sistemas conectados a sensores em tempo real já são capazes de perceber, interpretar e modificar ambientes físicos de forma autônoma. Em paralelo, a IA Física – também chamada de Embodied AI ou Robótica Inteligente – leva essa capacidade para além das interfaces digitais, integrando modelos de ação a hardwares robóticos que operam em ambientes imprevisíveis.

Operações nativas de agentes: o redesenho do negócio na era da IA

O documento indica que a adoção corporativa da IA ​​está avançando para um novo estágio, no qual as organizações vão além da simples automação de tarefas existentes, estruturando operações projetadas desde o início para a interação entre humanos e agentes de IA. Nesse modelo, processos híbridos são projetados para reduzir os ciclos de decisão, escalar as operações e redefinir o papel dos profissionais dentro das empresas.

Essa transformação é sustentada por alguns vetores centrais: o redesenho completo dos processos de ponta a ponta, a definição de KPIs orientados ao impacto financeiro e ao retorno sobre o investimento, a evolução da força de trabalho e a necessidade de interoperabilidade entre agentes, formando ecossistemas integrados capazes de executar tarefas complexas de forma coordenada.

Na prática, esse movimento já está se materializando em soluções que reorganizam fluxos de trabalho corporativos inteiros. Plataformas como o AgentFlow permitem a reconfiguração de processos com uso intensivo de documentos com base em agentes, enquanto ferramentas como o Swish.AI automatizam o gerenciamento de incidentes em ambientes de TI. Ambientes como o Coder permitem a governança e a execução segura de tarefas complexas por agentes de desenvolvimento, indicando uma mudança estrutural na forma como as operações digitais são conduzidas.

De acordo com o relatório, extrair valor real da IA ​​requer a adoção de uma abordagem “nativa ao agente”, capaz de reestruturar as funções de negócios de ponta a ponta. Nesse contexto, a disponibilidade de dados confiáveis ​​e contextualizados surge como um dos principais desafios. Superar essa lacuna, ao mesmo tempo que se estabelecem métricas claras de desempenho e eficiência, é identificado como um fator crítico para o sucesso das iniciativas de IA nas organizações.

Cibersegurança: A corrida armamentista da IA

A adoção acelerada da IA ​​por atacantes está redefinindo o campo da cibersegurança. Malware polimórfico gerado por IA, capaz de se adaptar para burlar sistemas de detecção, e agentes autônomos que buscam vulnerabilidades em larga escala já são ameaças documentadas.

Em resposta, empresas como a Darktrace utilizam agentes de IA defensivos que monitoram continuamente o tráfego de rede e executam ações de mitigação sem intervenção humana. O relatório também destaca a Marca d'água por IA (AI Watermarking), uma técnica que incorpora assinaturas invisíveis em conteúdo sintético para garantir a autenticidade – uma iniciativa padronizada pela Coalizão para Proveniência e Autenticidade de Conteúdo (C2PA) – e a Identidade Autossuficiente (SSI), um modelo já adotado pela União Europeia para dar aos cidadãos controle total sobre suas credenciais digitais.

Força de trabalho e criptografia pós-quântica: Dois urgentes para o radar

A pesquisa da BCG revela que os funcionários que entendem como os agentes de IA funcionam os percebem como ferramentas de apoio – não como uma ameaça aos seus empregos. O oposto também é verdadeiro: a falta de treinamento gera resistência e subutilização das ferramentas. O relatório destaca que os Agentes de Codificação – IAs autônomas para codificação, como Claude Code, Devin e Wynxx ​​Platform – estão redesenhando o ciclo de vida do desenvolvimento de software.

No âmbito da segurança a longo prazo, a Criptografia Pós-Quântica (PQC) está se tornando urgente: os padrões tradicionais de criptografia baseados em RSA e ECC devem ser descontinuados até 2030 e completamente proibidos até 2035, de acordo com as diretrizes do governo dos Estados Unidos.

Sobre o Tech Trends 2026 LATAM

O relatório Tech Trends 2026 LATAM foi produzido pelo GTO – Observatório de Tecnologia da GFT Technologies, uma unidade global responsável por monitorar e sintetizar as principais tendências tecnológicas para orientar a estratégia de inovação da empresa e de seus clientes. O relatório pode ser baixado aqui.

O Brasil assumiu a liderança. Mas liderar na adoção não significa automaticamente liderar a transformação. A vantagem competitiva pertencerá às organizações que souberem combinar IA Agente com redesenho de processos reais e verdadeiro empoderamento das pessoas.

GFT Contact: Jonatas Leandro
Jonatas Leandro
Head of Global Business Development Platform LATAM, GFT Technologies

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Danielle Lopes

Diretora de Marketing e Comunicação LATAM GFT
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