29 de setembro de 2026

Nova pesquisa sobre IA da GFT Technologies: 84% dos CIOs cancelaram projetos de IA devido às limitações de sistemas legados

Pesquisa global com 945 CIOs e CTOs de empresas com faturamento acima de US$ 500 milhões revela que infraestrutura obsoleta, receios da bolha da IA, incertezas geopolíticas e regulatórias, além da desconfiança da força de trabalho, estão desacelerando o progresso significativo em IA

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Stuttgart, 29 de setembro de 2026 – Um novo estudo sobre Inteligência Artificial elaborado pela GFT Technologies, empresa global de transformação digital centrada em IA, mostra que o legado de infraestrutura é um dos maiores obstáculos para o sucesso da IA corporativa. A grande maioria dos líderes de tecnologia relata já ter sido forçada a abandonar iniciativas de IA por conta dessas limitações.

A pesquisa da GFT, conduzida pela Wakefield Research com 945 CIOs e CTOs em 19 países, em empresas com pelo menos US$ 500 milhões de receita anual (realizada entre 11 e 31 de agosto de 2026), revela que as promessas e os riscos da IA estão avançando lado a lado. Os principais temas identificados incluem: o legado de infraestrutura minando as iniciativas de IA, o crescente ceticismo sobre o retorno do investimento em IA, as incertezas geopolíticas e regulatórias redefinindo as estratégias de fornecedores, o aumento da desconfiança sobre como as empresas explicam as decisões relacionadas à força de trabalho para IA e o maior risco pessoal para os líderes de tecnologia responsáveis pela implementação correta.

“A adoção da IA está avançando rapidamente, mas nossa pesquisa mostra que as organizações estão reconhecendo cada vez mais a importância da base que sustenta essa tecnologia. Para muitas delas, o legado de infraestrutura está se tornando uma verdadeira restrição — não apenas para a inovação, mas também para a segurança e a escalabilidade. Fechar essa lacuna entre a ambição em IA e a prontidão da infraestrutura é fundamental para transformar o investimento em IA em valor de negócio sustentável”, afirma Marco Santos, CEO Global da GFT Technologies.

As principais descobertas regionais do relatório incluem:

A preferência por construir a infraestrutura de IA internamente foi mais comum na América Latina e no México (50%) e na EMEA (48%), e menos comum nos EUA e no Canadá (41%) e na região Ásia-Pacífico (38%). Enquanto os respondentes da América Latina e do México foram mais propensos a trazer um parceiro externo para fornecer habilidades e expertise em IA (66%, em comparação com 49% globalmente), os da EMEA foram os menos propensos a fazê-lo (43%).

Os resultados foram relativamente consistentes entre as regiões, variando da menor probabilidade da América Latina e do México de considerar modelos de fornecedores baseados na China (72%) até a maior probabilidade dos EUA e do Canadá (79%).

A nível global, o estudo também apontou:

O legado de infraestrutura está freando a IA
Os entrevistados veem sistemas obsoletos como barreiras ao progresso da IA e como geradores de sérios riscos de segurança.

  • 84% afirmam que limitações em seus sistemas legados já levaram suas organizações a cancelar um projeto ou piloto de IA.
  • 93% acreditam que não modernizar a infraestrutura antes de rodar a IA em sistemas antigos acabará desencadeando uma crise de segurança em toda a empresa.

O investimento em IA está superando o valor real
Líderes de tecnologia expressaram preocupação de que os gastos com IA estejam ultrapassando o valor que ela pode realmente entregar, apontando para uma possível “bolha da IA”.

  • 89% estão preocupados que o investimento global em IA esteja crescendo mais rápido do que o valor de negócio que ela pode, de fato, gerar.

A incerteza geopolítica está redefinindo a estratégia dos fornecedores

Interrupções recentes no acesso a modelos de IA estão levando empresas a repensar de forma fundamental como obtêm capacidades de IA. Embora tensões recentes nos Estados Unidos tenham destacado esses riscos, suas implicações vão muito além de um único mercado.

  • 99% afirmam que possíveis restrições governamentais ao acesso à IA aumentam a importância de não depender de um único fornecedor de IA, especialmente após a disputa do governo dos EUA com a Anthropic sobre o acesso aos modelos Mythos e Fable no início deste ano.
  • Nesse contexto, 42% dos entrevistados estão agora inclinados a construir uma infraestrutura de IA internamente em vez de comprar de fornecedores externos.

Ceticismo sobre as narrativas de força de trabalho impulsionadas por IA
Os líderes de tecnologia estão questionando a ideia de que a IA, por si só, explica mudanças recentes na força de trabalho.

  • 91% acreditam que algumas empresas de capital aberto citam a IA para justificar mudanças na força de trabalho que, na realidade, têm como objetivo principal aumentar o preço de suas ações.

Risco pessoal para os líderes de tecnologia
À medida que a IA escala, CIOs e CTOs estão cada vez mais preocupados que as consequências de falhas possam recair diretamente sobre eles.

  • 89% temem que uma decisão equivocada relacionada à força de trabalho, tomada durante a expansão da IA, possa colocar seu próprio emprego em risco.
  • Apenas 20% dizem que os demais executivos C-Level e membros do conselho de suas organizações compreendem plenamente os riscos de segurança de rodar IA em sistemas legados.

O que os dados mostram

A análise da GFT aponta para um crescente “gap de implementação” da IA. Embora as empresas continuem acelerando a adoção, muitas estão escalando IA mais rápido do que a infraestrutura pode suportar. Sistemas legados causam falhas repetidas em projetos, a dependência de um único fornecedor deixa os planos de IA vulneráveis a fatores externos, e os líderes de tecnologia responsáveis por implementar cada passo de forma correta acabam arcando com custos pessoais e profissionais quando algo dá errado.

Apesar disso, a adoção segue em ritmo acelerado. As empresas que estão extraindo valor real da IA a tratam como resultado de um investimento deliberado e estruturado, e não como uma camada adicionada sobre infraestrutura, governança e estratégias de força de trabalho concebidas para uma outra era.

As descobertas apontam para uma prioridade clara para as organizações que pretendem ‘fechar esse gap’: preparar as bases necessárias para escalar a IA de forma segura e sustentável. Isso significa modernizar os ambientes legados, fortalecer a governança, gerenciar as dependências tecnológicas e alinhar a adoção da IA às estratégias mais amplas de negócios e da força de trabalho.

“A pressão para mostrar resultados com a IA é real, mas avançar mais rápido do que sua própria infraestrutura apenas transfere o risco para frente. Construir a base primeiro é o que torna o valor e a velocidade sustentáveis e escaláveis depois”, conclui Marco Santos.

Metodologia

A pesquisa da GFT foi conduzida pela Wakefield Research com 945 CIOs e CTOs em 19 países, em empresas com pelo menos US$ 500 milhões de receita anual, entre 11 e 31 de agosto de 2026, por meio de convite por e-mail e questionário online.

Os resultados de qualquer amostra estão sujeitos à variação estatística. A magnitude dessa variação é mensurável e depende do número de entrevistas realizadas e do nível percentual das respostas. Para as entrevistas conduzidas neste estudo específico, há 95% de confiança de que os resultados da pesquisa não variam, mais ou menos, que 3,2 pontos percentuais em nível global em relação ao resultado que seria obtido se todas as pessoas do universo representado pela amostra fossem entrevistadas.

Saiba mais sobre o estudo e suas conclusões

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A adoção da IA está avançando rapidamente, mas nossa pesquisa mostra que as organizações estão reconhecendo cada vez mais a importância da base que sustenta essa tecnologia. Para muitas delas, o legado de infraestrutura está se tornando uma verdadeira restrição — não apenas para a inovação, mas também para a segurança e a escalabilidade. Fechar essa lacuna entre a ambição em IA e a prontidão da infraestrutura é fundamental para transformar o investimento em IA em valor de negócio sustentáve.

Retrato de Marco Santos com blazer preto e óculos.
Marco Santos
Global CEO, GFT Technologies

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Danielle Lopes

Diretora de Marketing e Comunicação LATAM GFT
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